24.6.15

understand now i'm grieving

"eu me acostumei a funcionar a dois, e eu fico achando que esse espaço que surge significa algo. eu vejo fantasmas, eu tenho medo, eu imagino tudo se desfazendo num instante. porque é isso que acontece, mesmo quando a gente acredita que nada de ruim pode acontecer. se tudo se desfizer, ok, já aprendi a sobreviver. mas eu quero? investir em coisas que acabam, apostar uma aposta que é sempre alta, e sem garantia nenhuma? 

amy tava certa. love is a losing game. 

adults are this mess of sadness and phobias, dizia a mary da kirsten dunst em brilho eterno de uma mente sem lembranças. eu não posso nem ver o filme ainda, eu penso nele e engasgo. eu gosto de acreditar nesse amor que traz um ok gigante escrito na testa, de aguentar todas as coisas, de poder desmoronar nos braços do outro. de achar descanso e abrigo. a verdade é que a gente vira adulto e desmorona o tempo todo, e na maioria das vezes não tem abraço pra acolchoar a queda. a gente dá com a cara no chão. fica lá, chorando, até ter forças pra levantar de novo. e anda tropeçando até ter forças pra acreditar de novo. quando é que isso acontece? quando isso acontece, dá pra acreditar de verdade? quem já desmoronou uma vez conhece a queda. ela vira algo ali, no horizonte. inocência perdida não tem volta."

1  +:

neutron disse...

eu não tenho [ainda] esse modo de funcionamento a dois. mas achei incrível esse texto da garota, porque eu já vi muita coisa desmoronar. que não viu, né?

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