13.3.15

roda gigante

O mundo girou rápido demais e eu fiquei tonta com o movimento repentino. Toda a segurança que eu julgava sentir se desfez em milésimos e eu me vi, mais uma vez, aflita e afogada. Só que dessa vez durou pouco.

Saí do trabalho um pouco mais tarde do que o normal, mas ainda estava claro. Já na rua, decidi sorrir e improvisar um ou dois passos de dança. Por que não?

Desviei da minha rota e desci naquela estação de metrô que eu sempre quis, para tirar uma foto do entardecer no centro de São Paulo.

Ao virar uma esquina, me deparei com um senhor caído no chão. Usando o meu braço como apoio, ele se ergueu e seguiu viagem.


E, junto com ele, eu também dei o primeiro passo.

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