12.11.13

a thousand armies couldn't keep me out

Já faz um tempo que eu me acostumei a deixar os cigarros na sala. Vou largando-os todos acesos por aí. Me esqueço. Nem sei mais se tenho cinzeiros. Devem estar encobertos pela poeira e cinzas. E todas essas moscas. A sala se transformou numa nuvem. Não sei há quanto tempo bebo. Não sei se são horas, dias ou anos. Perco todos os sentidos. Mas nunca paro de pensar. Nem me levanto, não tomo banho há mais tempo do que me lembro. Meu crânio tenta explodir porque não aguenta mais as marteladas. Os barulhos são sempre altos na sala. O álcool já substitui o meu sangue dentro das minhas veias. Não parece haver nenhuma saída. Tenho remoído isso desde que parei de fazer algum sentido. Eu consigo ouvir sua voz dizendo como tudo aquilo era estranho. Tudo é muito difícil, na verdade. Nunca há apenas uma coisa. São coisas todas demais. E para uma mente como aquela, isso exigia muito. Era intenso. 

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Nina disse...

Mas nada pesa. E a gente precisa colocar isso na cabeça antes de autodestruir-se.
Nada pesa e cada um sabe para que veio. Certamente não viemos a este mundo em função do outro.
Abraços.

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