23.8.12

sobre cadeiras de praia

e se encontraram uma, duas, três vezes no elevador. na quarta vez, ela o abraçou. não por carência, não pela falta de sorte, não por amor. pela saudade. pelo afeto guardado, pela vontade de deixar as palavras transbordarem. eram ótimas pessoas, incríveis separados, mas imbatíveis juntos. haviam se dado bem desde o início, cervejas, fumaça, brincadeiras, sorrisos e cadeiras de praia. bares, cinemas, avenidas, restaurantes, metrôs, clubes, padarias, calçadas, shows. qualquer lugar era bom ao saber que poderiam contar com a companhia um do outro. todas as mensagens eram bem vindas, todos os diálogos significavam algo.

e por isso o abraço.

3  +:

Flá Costa * disse...

menina que canto bom o seu. como não descobri antes?

adorei a intensidade da história.

beijoca

Antônio LaCarne disse...

gente, que inspirador esse texto! :)

Nina disse...

Para demonstrações de afeto, queria sinceramente que não houvesse justificativa.
Abraços.

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