6.3.12

posso até me acostumar

eu não vejo futuro algum. às vezes eu tento, às vezes eu evito. às vezes porque o coração pede, às vezes porque o cérebro manda. tô procurando machucados, cicatrizes e loucuras. pelo mesmo motivo nobre de sempre. e maldito seja aquele que disse que eu não arriscava. a faca tá afiada no meu pescoço, eu sinto, eu sei. vou escorrendo pelas beiradas, fingindo que não é comigo, falando baixinho pra ninguém ouvir. mas a quem eu quero enganar?

não tenho sentido muito. ao mesmo tempo, tenho sentido todo o mundo.
juro que tá leve. juro que tá fácil. juro que consigo. dessa vez, eu vou. dessa vez, vai acontecer.

0  +:

Postar um comentário