13.10.11

sem sequer olhar pra trás

Sei que nada nunca foi completamente certo entre nós, mas era do errado que eu gostava. Das nossas inconstâncias, da falta de marasmo. Tenho toda essa nova vida que criei agora para mim, mas a antiga ainda era a minha preferida. Eu, bagunça. Você, loucura. Sempre uma nova surpresa.

Às vezes penso em tudo, penso no mundo e em como será daqui para a frente. O que me incomoda é não saber onde foram parar todos os sonhos que sonhamos juntos. O planejamento das viagens e dos dias. O que me deixa meio ferrada é a sua falta de fé em nós. Não sei quando e nem como as coisas mudaram, mas antes existia a luta, a necessidade, o desejo e a sede. Hoje eu sou peça descartada. Página virada. Uma lembrança boa, quem sabe.

O sol ainda nasce junto com o dia, mas o meu coração não se aquece mais. É só algo que fica inutilizado aqui dentro de mim. Cheio, mas sem movimento. Não bate mais ao ouvir sua voz de manhã, não bate mais ao ver você à noite. Fica à espreita, aguardando que o ar volte aos meus pulmões. Esperando para que ele possa voltar ao ritmo normal.

Sei agora o quanto dói e o quanto meus olhos se movem em todas as direções para enxergar você em todos os lugares. Na imagem do outdoor, na camiseta do cara no metrô. Deixo que as lágrimas venham na rua ou em casa. Preciso extravasar. E escrevo e penso e sofro e vou andando. Você é o único que conhece todos os meus lados e continua me amando mesmo assim.

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