23.8.11

pode ser a eternidade má

Será que ele sabe que toda vez que as palavras me atingem, a esperança se esvai do meu corpo como água corrente quando é despejada no ralo? Se ele tivesse conhecimento sobre o poder que as palavras têm, talvez não as gastasse assim, tão despretensiosamente. Talvez fosse mais cômico, mais risonho, mais alegre e os olhos não cairiam tanto com o peso das rugas que vão sendo formadas. Quem sabe o céu se abriria mais vezes e a lua seria cheia todos os dias para que pudéssemos brilhar embaixo dela. Poderíamos ir mais à praia, ao parque nos domingos, tomar mais sorvete e correr atrás de uma bola enquanto a noite cai.

Quem sabe...
O problema é o "e se".

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