30.8.11

it's everywhere

É bonito de se ver. Os olhos faíscam e o mundo parece se abrir e sorrir junto. Quem está por perto quase consegue sentir o abraço que aqueles dois se dão em silêncio. Fica difícil não acreditar em destino, tarot, astrologia e horóscopo. A tensão, o formigamento, as batidas, a respiração, o andar. Tudo parece tentar denunciar a explosão que acontece do lado de dentro. Observo-os quase todos os dias. Eles não sabem da minha existência e prefiro que seja assim, mas sei da presença deles e aquele sentimento compartilhado faz parte da minha história também.

Aprendi a me apaixonar por cada casal bonito que passa por mim e solta fagulhas ao andarem unidos por suas mãos. Por cada vez que vejo braços atados em um momento eterno que não foge da memória. Aprendi a viver de amor. Meu, seu, dos outros. De todos eles.

E desaprendi assim, com a mesma facilidade. Como quem pisca e perde uma cena importante.

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