11.5.11

aquele aperto tão companheiro

estou cansada, exausta, abatida. turbilhão de emoções, coisas e pessoas que não para, não para, não para. angústia. e sua falta rasgando a minha pele, me tirando de dentro do meu corpo, da minha alma, do meu pensar. silêncio e só. é tudo noite. toda noite. sempre noite.

lucidez, paranóia e acaso. me vejo sangrenta, sonolenta, dolorida e dolorosa. me assustando e me chocando com minha própria sombra. me questionando se você pensa em mim. se, afinal, lembra de mim. se eu te ocorro de repente, em um dia qualquer, durante o banho ou ao andar na rua.

eterno vazio que permanece sem preenchimento. nada é grande o suficiente. ninguém é completo o bastante. aqui é onde me reconheço fraca, frágil e doentia. por mais um dia. e que vai passar. quem sabe.

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