8.2.09

corre, vê se ainda dá tempo

mais uma vez. você está aqui em casa, jogando truco com os membros da minha família. sinceramente? não sei se deveria estar. não sei se deveria estar em qualquer outro lugar, a não ser sua própria residência. sabe por quê? você não pensa. em mim, em você, em nós. em ninguém. você disse que se mataria. é tão impossível assim lidar com seus próprios erros, e com a dor gerada a partir deles? é. eu sei que é. mas não quero que você se transforme em um covarde. alguém que só olha pra baixo, pra dentro, ao invés de enxergar o mundo.
tenho tentado te perdoar, mas é quase inviável esquecer, fingir que nada aconteceu. não dá pra mim. não. queria que essas coisas tivessem acontecido antes. quando eu não gostava de você. lembra? eu, sim. era muito difícil não gostar de você. e era muito sofrido também. saber que você era uma pessoa maravilhosa, e não conseguir ter sentimentos mais fortes por você. era frustrante. mas hoje esses sentimentos são tão fortes, duradouros, e intensos. como nenhum outro. e eu, às vezes, lamento por senti-los.
lamento. e isso me dói.

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